Clérigos se opõem à expulsão de pedófilos da Igreja

Um documento da Major Superiors of Men, organização americana que representa milhares de religiosos, afirma que os padres acusados de pedofilia "continuam sendo parte" da família eclesiástica. O documento sustenta que os acusados de abuso sexual devem ser "afastados" de crianças e adolescentes, mas não "expulsos da Igreja". Esta posição se opõe à adoção da "tolerância quase zero" decidida em junho passado pela Igreja Católica para recobrar a confiança de seus fiéis, após o escândalo que envolveu dezenas de padres americanos em casos de pedofilia. Na época, os bispos reunidos em Dallas, Texas, foram partidários da aplicação de uma linha dura contra os padres envolvidos em uma centena de casos de assédio sexual a menores. No encontro de Dallas foi decidido que "no caso de um episódio de molestamento sexual a um menor - passado, presente ou futuro -, o sacerdote será removido". Mas a pena não será aplicada nos casos em que o padre tenha idade avançada ou sofra de alguma enfermidade; nesse caso, "deverá levar uma vida de penitência". Também não poderão apresentar-se em público para celebrar missas, decidiram os bispos em junho na reunião em Dallas. O escândalo dos casos de pedofilia na Igreja Católica americana acabou por deixar fora da instituição quatro bispos e mais de 250 sacerdotes. Dois dos acusados se suicidaram e outro padre, em Baltimore, foi atacado com um revólver por uma de suas vítimas.

Agencia Estado,

11 Agosto 2002 | 17h58

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.