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Clima no Paquistão é de tensão na véspera da eleição geral

Eleições desta segunda podem formar Parlamento decidido a afastar presidente Musharraf, aliado dos EUA

AUGUSTINE ANTHONY, REUTERS

17 de fevereiro de 2008 | 12h34

Políticos paquistaneses alertaram para o risco de fraude eleitoral na véspera do pleito que pode formar um Parlamento decidido a afastar o presidente Pervez Musharraf, aliado dos EUA. O temor de irrupções de violência deve resultar em baixo comparecimento às urnas. As autoridades impuseram toque de recolher numa cidade do noroeste do país depois que 47 pessoas foram mortas num ataque suicida contra partidários da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, no sábado. Especialmente apagada depois de a líder oposicionista Bhutto ter sido morta em 27 de dezembro quando deixava um comício, a campanha eleitoral encerrou-se à meia-noite do sábado. Após a morte de Bhutto, que suscitou temores quanto à estabilidade do Paquistão, país detentor de armas nucleares, a eleição marcada originalmente para 8 de janeiro foi adiada. Musharraf, ex-comandante do Exército paquistanês, não vai participar das eleições do novo Parlamento e das assembléias provinciais, mas tudo indica que seu governo, cada vez mais impopular, influenciará o resultado. A oposição teme, no entanto, ter suas chances prejudicadas por fraudes. "Está óbvio que existe um plano muito amplo de fraude", afirmou o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, derrubado em um golpe perpetrado por Musharraf, em 1999. Sharif e o partido de Bhutto, o Partido do Povo do Paquistão (PPP), prometeram organizar protestos se ficarem sem a vitória. Muitos paquistaneses, porém, dizem estar desiludidos com a eleição que visa completar a transição para um governo civil. Indagado se vai votar, o caminhoneiro Sadaqat Ali respondeu: "Não estou com muita vontade. O que esses políticos já fizeram por nós? Eles nunca cumprem suas promessas de campanha", disse Ali, tomando chá numa xícara quebrada num café de beira de estrada perto de Islamabad. Um Parlamento hostil pode contestar a reeleição de Musharraf, em outubro, para outro mandato de cinco anos, vista por críticos como inconstitucional.

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