Clima sombrio marca desfile no Iêmen após ataque com 90 mortos

O presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, assistiu ao desfile do Dia Nacional, na terça-feira, atrás de uma proteção de vidro blindado, depois que um ataque à bomba matou mais de 90 soldados durante o ensaio para a cerimônia na segunda-feira.

MOHAMMED GHOBARI, REUTERS

22 Maio 2012 | 16h26

Um clima sombrio pairou sobre o evento, feito para comemorar a unificação do sul e do norte do Iêmen, ocorrida em 1990, mas não houve derramamento de sangue, apesar das ameaças dos militantes.

O ataque, um dos mais violentos dos últimos anos no Iêmen, foi um revés na batalha do governo contra os islâmicos ligados à Al Qaeda e colocou em evidência a preocupação dos EUA com um país situado na linha de frente da guerra global promovida por Washington contra os militantes.

A Al Qaeda na Península Arábica e a sua afiliada Ansar al-Sharia (Partidários da Lei Islâmica) reivindicaram a autoria do ataque.

Um forte aparato de segurança cercava o presidente e as autoridades civis e militares enquanto eles assistiam ao desfile, que foi transferido de lugar, saindo da praça Sabaeen para a academia da Força Aérea em Sanaa.

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