Clinton divulga acordo para reduzir preço de remédio antimalária

O ex-presidente dos Estados UnidosBill Clinton apresentou na quinta-feira um acordo com seisempresas da China e Índia para reduzir em um terço o preço dosmedicamentos contra a malária, além de controlar em 70 porcento a volatilidade do preço de seu ingrediente principal. Os medicamentos ACT (sigla para "combinação de terapias deartemisinina") são recomendados pela Organização Mundial daSaúde (OMS), diante da crescente resistência a tratamentos maisantigos, como o cloroquina. Mas a oferta de artemisinina, um extrato vegetal há muitotempo usado na medicina chinesa, e cuja produção leva 14 meses,tem se mostrado volátil. Nos últimos quatro anos, o valor doquilo variou de 150 a 1.100 dólares."Chegamos a um acordo com os fornecedores em todos os níveis dacadeia de produção, da extração da matéria-prima ao fabricanteda droga final, para permitir preços sustentáveis e maisbaixos", disse Clinton em entrevista coletiva. Isso vai beneficiar pacientes em 69 países da África, Ásia,América Latina e Caribe, que participam de um consórcio decompras mantido pela Iniciativa contra o HIV/Aids da FundaçãoClinton. Dois laboratórios prometeram dois tipos de medicamentos ACTa 48 centavos de dólar por tratamento, redução de 30 por centoem relação ao preço atual. Uma terceira droga será vendida a nomáximo 91 centavos. A malária, transmitida por mosquitos, afeta entre 300 e 500milhões de pessoas por ano, matando mais de 1 milhão delas,segundo a OMS. O laboratório suíço Novartis é o principal fornecedormundial da ACT, e até agora vem absorvendo o impacto davolatilidade no preço da artemisinina em vez de repassá-lo aosconsumidores. A empresa diz já ter tido um prejuízo superior a100 milhões de dólares com o medicamento. A Fundação Clinton disse que o risco financeiro dessemercado afasta outros laboratórios dos medicamentos contra amalária.

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