Clinton diz em comício que Obama é 'futuro do país'

O antigo e o novo líder do Partido Democrata, Bill Clinton e Barack Obama, juntaram forças numa convocação para a mudança política, a seis dias da eleição presidencial dos Estados Unidos. Na primeira vez em que apareceram juntos num evento de campanha, Clinton e Obama discursaram para cerca de 35 mil pessoas perto de Orlando, na Flórida. O ex-presidente disse que Obama representa o "futuro do país" e exortou a multidão a derrotar o republicano John McCain. "A campanha presidencial é a maior entrevista de emprego do mundo", comparou Clinton. "E, na terça-feira, você fará a contratação". Clinton já havia afastado qualquer ressentimento que possa ter sentido pela derrota de sua esposa, Hillary Clinton, quando deu sua primeira manifestação de apoio a Obama, na convenção democrata, em agosto.Ele também comparou a prosperidade da época do seu mandato na Casa Branca, nos anos 90, à crise econômica na qual o país se encontra atualmente. O ex-presidente disse ainda que Obama, confrontado com a crise, voltou-se para seus próprios assessores, incluindo executivos da era Clinton, ao invés de fazer escolhas eleitoreiras. "Isso é o que um presidente faz numa crise: o que é certo para os EUA", discursou.Clinton criticou o candidato republicano John McCain por dizer que a política tributária de Obama é uma redistribuição quase socialista. Sob o governo George W. Bush, afirmou Clinton, os republicanos impuseram "a maior redistribuição de riqueza desde os anos 20 e todos sabem como isso terminou". "O que o senador Barack Obama tem é um plano que funciona do começo ao fim", disse Clinton. "Nós fizemos mais milionários e bilionários do que eles... Porque a renda da classe média estava aumentando, e é isso que Barack Obama fará de novo", acrescentou. Obama, por sua vez, elogiou o ex-presidente como um "gênio político" e aplaudiu Hillary Clinton. "Quando ouvimos Bill Clinton, lembramos do que é ter um presidente que é apaixonado, que é esperto... Que tem energia, que tem visão", elogiou. "Começamos a sentir saudades dos 28 milhões de novos empregos, de um superávit orçamentário e de uma economia que funcionava para todo mundo." As informações são da Dow Jones.

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