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Clinton e assessores criticam política de Bush contra Iraque

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o gabinete que o acompanhou durante a sua gestão (1992-2000) lançaram um ataque coordenado contra a política da Casa Branca em relação ao Iraque, seguindo as mesmas críticas formuladas dias atrás pelo ex-vice-presidente Al Gore. Depois de Gore, quase todos os demais principais expoentes da administração Clinton se lançaram rapidamente contra uma ação armada "precipitada" contra Saddam Hussein. As observações iniciais de Gore foram seguidas por críticas análogas de Bill Clinton, de sua secretária de Estado Madeleine Albright, da conselheira de Segurança Nacional de seu governo, Sandy Berger, e de seu chefe de Estado-maior no Pentágono, general John Shalikashvili. As críticas são quase idênticas, inclusive nas palavras: "Jamais a administração Clinton foi tão coesa sobre algo", ironizou hoje o jornal Los Angeles Times. O "clã Clinton" enfatiza que um ataque deveria ser lançado somente depois de uma séria tentativa de desarmar o Iraque por meio das inspeções da ONU. Isso permitiria obter, em caso de guerra, apoio internacional para a invasão. A divergência colocou em evidência uma diferença básica de filosofia entre ambos os governos. Para Bush, se os EUA mostram determinação suficiente, o resto do mundo não pode deixar de acompanhá-los. Para Clinton, é muito importante manter legitimidade internacional e apoio para as ações dos EUA.

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