Clinton e Kennedy tentam frear Bush contra o Iraque

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o senador democrata Ted Kennedy - irmão do ex-presidente John F. Kennedy -, advertiram o presidente republicano George W. Bush que é preciso explorar caminhos alternativos com os aliados antes de lançar um ataque contra o Iraque. As advertências quase coincidentes de Clinton e Kennedy se seguem às de Al Gore, que foi vice-presidente de Clinton e depois foi adversário de Bush nas eleições presidenciais de 2000 e à dos atuais dirigentes do Partido Democrata Tom Daschle e Bob Gephardt.Em uma entrevista pela televisão, Clinton falou da "ameaça" das armas de destruição em massa supostamente em poder do Iraque, mas acrescentou que os EUA devem "atuar através das Nações Unidas e não sozinhos". Clinton solicitou ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução que autorize o uso da força se o regime iraquiano de Saddam Hussein "continuar desrespeitando" os compromissos internacionais.O ex-presidente acredita ser possível um acordo bipartidário no Congresso em relação a uma resolução "forte" sobre o Iraque e considera que os EUA devem ser capazes de enfrentar o duplo compromisso da denominada "guerra contra o terrorismo" e um conflito com o Iraque. Kennedy disse que os EUA não devem entrar em guerra com o Iraque a menos que fracassem as outras opções para enfrentar o conflito. No estado da Pensilvânia, Kennedy disse considerar que a rede terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden, e não o regime de Saddam Hussein constitui "a ameaça mais imediata para os EUA". "Usar a força contra o Iraque sem antes tentar todas as outras alternativas comprometeria a coalizão contra o terrorismo", afirmou Kennedy.

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