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Clinton ofusca primeiro mês de Bush

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton conseguiu ofuscar seu sucessor, o republicano George W. Bush, nos veículos de comunicação devido a um escândalo e às interrogações sobre seu futuro. O atual mandatário só se sobressaiu após os bombardeios de sexta-feira contra o Iraque. A imprensa concorda: "Como o afastaremos se ele nunca se vai?" Esta pergunta resume uma reportagem da revista Time, que expressa o sentimento de muitos norte-americanos. O jornal The Washington Post, por sua vez, contou o número de matérias dedicadas aos dois últimos ocupantes da Casa Branca e constatou que Clinton realmente custa a sair do noticiário. Entre segunda e quinta-feira, por exemplo, as principais redes de televisão dedicaram 18 manchetes de seus programas noturnos a Clinton - Bush foi mencionado em 14. Nos mesmos dias, o matutino The New York Times publicou em sua primeira página quatro reportagens sobre Clinton e duas sobre seu sucessor, que só ocupou o centro das atenções depois do bombardeio contra a periferia de Bagdá, na sexta-feira. "Posso garantir que o presidente não sente absolutamente nenhuma frustração por esta situação", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. Mas as "boas notícias" e o consenso que acompanharam os primeiros passos do novo presidente são esmagados pela imagem do antecessor que não se vai. Até mesmo os comediantes da tevê, há meses em luto pela partida da Casa Branca de seu "alvo" predileto, suspiraram aliviados: "É impressão minha ou Clinton está mais nos jornais agora do que quando era presidente?", brincou Jay Leno, um dos principais apresentadores da televisão norte-americana.

Agencia Estado,

19 de fevereiro de 2001 | 21h40

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