Molly Riley/Arquivo/Reuters
Molly Riley/Arquivo/Reuters

Clooney vai testemunhar na lista de defesa de Berlusconi

Além do ator, a namorada dele e o jogador Cristiano Ronaldo estão entre mais de 200 testemunhas

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 17h02

MILÃO - O ator americano George Clooney, a ex-namorada dele Elisabetta Canalis e o jogador português de futebol Cristiano Ronaldo estão entre as mais de 200 testemunhas aceitas nesta quarta-feira, 23, por uma corte de Milão no julgamento do ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, acusado de ter pago para fazer sexo com uma menor marroquina chamada Karima el-Mahroug, também presente na lista de testemunhas. Ela e Berlusconi, de 75 anos, negam ter tido relação sexual.

 

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Ao aceitar as testemunhas, o tribunal concorda que o depoimento delas é relevante, embora ambos os lados no processo podem decidir mais tarde reduzir o número de testemunhas ou deixar de chamar alguém porque seu depoimento já não é mais necessário.

 

Além disso, a Itália tem poder limitado para obrigar as testemunhas que vivem no exterior a comparecer, embora, para a conveniência delas, os tribunais muitas vezes organizam os depoimentos em vídeo.

 

A corte também permitiu que as transcrições de telefonemas grampeados sejam inseridas como uma evidência, embora ligações telefônicas entre Berlusconi e um oficial de polícia não serão aceitas. Berlusconi também é acusado de usar sua influência para encobrir o crime de prostituição de menores ao intervir pessoalmente para conseguir a liberação de el-Mahroug da custódia da polícia quando ela foi detida por suspeita de roubo.

 

O ex-premiê nega a acusação e diz que ele tentou tirá-la da custódia porque acreditava que ela era a sobrinha do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak. O advogado de defesa, Niccolo Ghedini, disse que a exclusão das ligações eram um "sério problema" porque provam que não houve abuso de influência no caso. Ele afirmou, porém, que isso vai ficar claro por meio do testemunho do oficial de polícia.

 

'Bunga bunga'

 

Clooney disse que foi abordado pela equipe de Berlusconi para testemunhas sobre as festas "bunga bunga" nas dependências do ex-primeiro-ministro. No entanto, ele afirmou que só visitou a residência de Berlusconi uma vez para buscar ajuda para Darfur e recusou um convite para ficar para a festa.

 

Em uma entrevista à revista Time, Clooney afirmou que estava disposto a testemunhar, mas acrescentou: "Eu não estava na festa bunga bunga". Ele disse que foi até o premiê para falar sobre Darfur. No fim do encontro, foi convidado a ficar para uma festa. "Não, eu tenho de ir", Clooney disse que respondeu. Ghedini disse que Clooney e Ronaldo estão na lista da defesa porque uma importante testemunha de acusação citou os dois, de acordo com a agência de notícia LaPresse.

 

Também estão escalados para depor três ex-assessores que estão sendo julgados separadamente por seu suposto envolvimento na organização das festas, bem como Mariano Apicella, que lançou quatro CDs com Berlusconi, o ex-ministro das Relações Exteriores Franco Frattini e a ex-ministra de Educação Mariastella Gelmini. O julgamento do ex-premiê vai continuar na próxima semana com as primeiras testemunhas, incluindo investigadores de polícia.

 

As informações são da Associated Press

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