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CNE desmente antecipação de eleição presidencial venezuelana

Diretor do órgão diz que seria impossível organizar a votação, prevista para o fim de 2012, em março

, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2011 | 00h00

CARACAS

O diretor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Vicente Díaz, desmentiu ontem as especulações sobre a antecipação das eleições presidenciais de 2012, confirmando que o organismo deve se reunir na próxima semana para estabelecer a data da votação. Ontem, o jornalista Nelson Bocaranda, colunista do El Universal, chegou a afirmar que, por determinação do governo, o pleito que decidirá a reeleição do presidente Hugo Chávez seria realizado em março.

Díaz, um dos cinco integrantes do CNE, afirmou que seria "irresponsável e monstruoso" realizar a votação em março. "Vamos discutir o cronograma na próxima terça-feira. Espero divulgar a data no mesmo dia", afirmou. "Não faria sentido realizar as primárias no dia 12 de fevereiro de 2012 e promover a votação um mês depois."

Fontes da Junta Nacional Eleitoral afirmaram que seria "tecnicamente" impossível realizar a eleição em março, já que não haveria tempo suficiente para desenvolver o projeto de autenticação biométrico, que deve ser inaugurado na votação presidencial.

Tradicionalmente, as eleições presidenciais venezuelanas são realizadas em dezembro. Informalmente, porém, o CNE discute realizar a votação entre julho e setembro de 2012.

O secretário executivo da opositora Mesa Unidade Democrática, Ramón Aveledo, criticou a falta de informação sobre o pleito e confirmou que a organização entregou, na semana passada, uma carta ao CNE exigindo o cronograma eleitoral. Com a doença de Chávez, que tem aparecido poucas vezes em público, a oposição tem sua melhor chance de derrotá-lo nas urnas.

Chávez, que já foi submetido à terceira etapa do tratamento de quimioterapia no combate a um câncer, afirmou, na quarta-feira, que deve aparecer mais em público a partir do fim de outubro, quando pretende lançar sua candidatura para um terceiro mandato. Um referendo realizado em 2009 garantiu que o presidente disputasse a reeleição quantas vezes quiser. / BLOOMBERG

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