AFP
AFP

CNE prepara cronograma de referendo revogatório contra Maduro

Reitora do Poder Eleitoral Venezuelano afirmou que organismo deve divulgar entre os dias 14 e 16 de outubro as datas para coleta das assinaturas de 20% do eleitorado; oposição terá três dias, entre 24 e 30 de outubro, para coletar cerca de 4 milhões de firmas

O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2016 | 16h48

CARACAS - A principal reitora do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Socorro Hernández, afirmou nesta terça-feira, 6, que a instituição está fazendo todos os preparativos necessários para a elaborar o cronograma do último passo antes da realização do referendo revogatório contra o mandato do presidente Nicolás Maduro.

"Estamos cumprindo o cronograma de atividades  rigorosamente. Neste momento, a Justiça Eleitoral está preparando tudo que é necessário para levar à sessão do conselho a aprovação deste cronograma e como será realizado o processo de coleta de 20% (de assinatura dos eleitores)", disse Socorro à emissora Telesur.

Desta forma, a representante do Poder Eleitoral do país se referiu ao Process ode coleta de assinaturas para a convocação da votação que pode cassar o mandato de Maduro, mas deve ser respaldada por pelo menos 20% dos eleitores inscritos o CNE em uma coleta realizada durante três dias - previstos para ocorrer entre 24 e 30 de outubro pelo órgão eleitoral.

As autoridades venezuelanas disseram que os detalhes desta etapa do cronograma, que terá a missão que conseguir o apoio de cerca de 4 milhões de venezuelanos, serão anunciados entre 14 e 16 de outubro.

Reação. A oposição venezuelana realizou no início do mês uma massiva batizada de "Tomada de Caracas", um conjunto de protestos em todo o país, para pressionar as autoridades a cumprir com "celeridade" a coleta das assinaturas.

Ao fim da manifestações, a coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou para esta quarta-feira, 7, um novo protesto em todo o país em direção às sedes regionais do CNE para fazer uma série de exigências a instituição.

Socorro, uma entre os cinco reitores que dirigem o Poder Eleitoral venezuelano, indicou nesta terça que dada a "virulência da linguagem" usada pelos opositores contra o CNE, "foram obrigados a suspender as atividades do órgão" na quarta. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.