EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

CNE venezuelano proíbe oposição de disputar eleições em 7 Estados

Segundo o órgão eleitoral, processos em andamento impedem a MUD de participar de disputas nesses Estados

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2017 | 05h00

CARACAS - O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) divulgou nesta segunda-feira a lista de partidos políticos que poderão se inscrever nas eleições para governadores regionais previstas para dezembro, e antecipou que não permitirá que a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) concorra em 7 dos 23 Estados do país.

"No caso da organização com fins políticos MUD, esta deverá abster-se de inscrever candidaturas em Zulia, Apure, Monagas, Bolívar, Trujillo, Aragua e Carabobo, em cumprimento de decisões estipuladas por juizados desses Estados, relacionadas com julgamentos que estão sendo antecipados desde o ano passado", explicou a CNE.

A MUD agrupa os principais partidos opositores e tem maioria absoluta no Parlamento nacional.

A inscrição para as eleições em que serão eleitos os governadores e as assembleias legislativas dos Estados poderá ser feita nesta terça e quarta-feira.

Apesar da iminência das inscrições, os partidos da MUD - alguns dos quais estão permitidos a se apresentar separadamente em todos os Estados - não ofereceram até agora uma posição unitária sobre se concorrerão ou não a estas eleições que deveriam ter ocorrido em 2016 e foram adiadas em duas ocasiões.

O pronunciamento mais claro até o momento foi o do líder do partido Ação Democrática (AD), o deputado e ex-presidente do parlamento, Henry Ramos Allup, que anunciou publicamente que sua legenda participará das eleições regionais.

No outro extremo se situa a coordenadora do partido Vente Venezuela, María Corina Machado, que descartou a possibilidade de se inscrever da mesma forma que a Aliança Bravo Povo (ABP), do prefeito preso de Caracas, Antonio Ledezma. Ambos os partidos não estão incluídos na lista de partidos aprovados pela CNE para as eleições de dezembro.

A MUD considera o governo de Maduro um regime ditatorial e se declarou em rebeldia perante as decisões do oficialismo.

Vários dirigentes da MUD foram presos ou inabilitados para exercer cargos públicos nos últimos anos.

A Venezuela vive desde 1.º de abril uma série de manifestações a favor e contra o governo, que já deixaram 121 mortos, situação que se aprofundou desde a instalação da Assembleia Constituinte, na sexta-feira (4), que não é reconhecida pela oposição e vários governos e organismos internacionais. / EFE

 

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