CNN se defende de acusação de parcialidade

O presidente da cadeia de notícias CNN, Chris Cramer, enviou uma carta aberta à imprensa árabe na qual defende a cobertura de guerra realizada por sua empresa e denuncia "certos meios de comunicação unilaterais". Em sua carta, publicada nos principais jornais da zona do Golfo Pérsico, Cramer se defende das acusações de "parcialidade" formuladas em uma reunião da mídia árabe realizada em Doha e por muitos pacifistas ao redor do mundo. "Nas últimas semanas acompanhamos jornais de televisões que assumiram posições descaradamente unilaterais", acusou Cramer, sem precisar a quem se referia. O presidente da CNN afirmou que sua rede realiza "a mais ampla cobertura possível, inclusive dos protestos antiamericanos" e que, em seu trabalho, "desconfio de todos: políticos, militares e vários lobbies". Os jornais e as televisões árabes acusam a CNN de não mostrar ao público as imagens devastadoras da guerra entre os civis iraquianos, com a intenção de minimizar o drama humanitário. Um dos jornais dos Emirados Árabes, o Gulf News, criticou pessoalmente Tony Maddox, vice-presidente da CNN Internacional para Europa, África e Oriente Médio. Em resposta, Maddox afirmou que a CNN seleciona imagens por meio do "bom gosto e da decência" para não mostrar "imagens gratuitas" de sofrimento e dor. Veja o especial :

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