Coalisão de Prodi decide manter tropas italianas no Afeganistão

A coalizão de centro-esquerda que forma o governo italiano decidiu nesta terça-feira manter a presença das tropas no Afeganistão, embora com a redução do número de soldados dos 1.370 atuais para cerca de mil, informaram fontes oficiais.Os representantes dos diversos partidos que integram a União, a aliança liderada pelo primeiro-ministro Romano Prodi, fizeram hoje uma reunião para decidir o futuro da missão no Afeganistão, à qual se opõem legendas como o Partido dos Comunistas Italianos (PDCI).Durante o encontro, ficou definido que a presença no Afeganistão será mantida, embora com "entre 300 e 400 homens a menos", indicou o porta-voz da Refundação Comunista, Russo Spena.Spena também insistiu que os militares italianos, em sua maioria postados em Cabul, "não irão para o sul, o que significa que não irão para os cenários de guerra". Além disso, destacou que o governo emitirá "um decreto para refinanciar a missão" e que haverá uma "avaliação permanente" sobre a atuação das tropas.Essa postura contou com o apoio de todos os partidos da União, com exceção do PDCI, que mostrou sua decepção pelo fato de a decisão adotada não refletir "descontinuidade" real na missão. "Nós não pedimos a retirada imediata das tropas, mas sim que se inicie um verdadeiro processo de paz", disse o representante do PDCI, Manuela Palermi.O contingente italiano no Afeganistão faz parte dos cerca de 9 mil efetivos que a Otan mantém no país.Cinco italianos morreram desde o início da missão, os dois últimos no dia 5 de maio devido a um atentado em Cabul.

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