Coalizão ataca alvos do Estado Islâmico perto de Kobani

Ataques aéreos conduzidos por uma coalizão liderada pelos EUA atingiram alvos do Estado Islâmico nas proximidades da cidade de Kobani, na Síria, segundo autoridades locais.

AE, Estadão Conteúdo

12 de outubro de 2014 | 08h39

Idres Nassan, vice-primeiro-ministro do governo local de Kobani, afirmou que nesta manhã foram cinco ataques aéreos. A operação não foi confirmada, mas segundo o Centro de Comando dos militares norte-americanos, a coalizão conduziu cerca de 50 ataques aéreos desde segunda-feira. Somente na sexta-feira e no sábado foram seis ataques.

Kobani, cidade síria de maioria curda na fronteira com a Turquia, é o foco mais recente das investidas do Estado Islâmico, que desde maio captura territórios na Síria e no Iraque. Apesar do apoio da coalizão, oficiais turcos e norte-americanos alertaram nos últimos dias que Kobani estava próxima de ser capturada pelo Estado Islâmico.

Embora a maioria dos civis tenham fugido da região para a Turquia, o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Staffan de Mistura, alertou que ainda há cerca de 700 civis morando na cidade, incluindo idosos. "Alguns são muito pobres e não sabem como sobreviveriam na Turquia, onde o governo está relutante em ajudá-los", afirmou. O enviado insistiu que a Turquia abra um corredor humanitário para ajudar mais pessoas a fugirem.

Ontem, a Turquia permitiu que forças especiais dos EUA e da Turquia façam o treinamento de cerca de duas mil tropas de oposição da Síria em solo turco. O objetivo é fortalecer as forças contra o regime de Bashar Assad e o Estado Islâmico, e não especificamente apoiar os curdos na crise de Kobani.

A percepção de que o governo turco não está fazendo o suficiente para salvar Kobani tem motivado uma série de protestos. Segundo a agência estatal de notícias Anadolu, 37 pessoas morreram em cinco dias de manifestações. O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan disse ontem que os manifestantes querem levar o país de volta ao caos após os protestos no Parque Gezi do ano passado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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