Coalizão calcula ter perdido 30 homens até agora

O comando da coalizão anglo-americana informou hoje a morte de um soldado britânico nos combates pelo controle de Az Zubayr, no sul do Iraque. Foi a primeira vez, desde o início da guerra, que a Grã-Bretanha sofreu uma baixa durante batalha. Dois outros militares britânicos, envolvidos nos combates de Nassíria, também no sul, foram dados oficialmente como desaparecidos hoje.Outros 16 soldados britânicos morreram no Golfo Pérsico até agora, mas, segundo o comando dos aliados, todos de forma acidental.Na quinta-feira, oito soldados britânicos e quatro americanos morreram na queda de um helicóptero no Kuwait. No dia seguinte, outros seis britânicos, além de um americano, morreram no choque de dois helicópteros sobre o Golfo Pérsico. E, num incidente de "fogo amigo", um caça Tornado da Força Aérea britânica foi abatido por um míssil antimíssil Patriot americano, matando seus dois tripulantes.No discurso que fez na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que os soldados mortos no Iraque estavam "dando a vida para garantir a segurança dos britânicos e demonstrando o valor de arriscar-se a serviço de sua pátria e dos que realmente dão valor à liberdade no mundo".Blair acrescentou que a Grã-Bretanha estava fazendo "tudo o que é humanamente possível" para minimizar o número de baixas civis.Em cinco dias de guerra, as autoridades da coalizão reconheceram a morte de cerca de 30 de seus soldados. Mas Washington tem evitado fornecer números oficiais.PrisioneirosAlém dos mortos, pelo menos sete soldados americanos foram capturados e feitos prisioneiros pelas forças iraquianas. Essa cifra inclui os cinco tomados nos combates do sul do país, cujas imagens foram exibidas no domingo pela TV iraquiana e causaram protestos dos EUA. Os outros dois presos americanos são os pilotos do helicóptero Apache abatido hoje. O Iraque alega ter mais dois prisioneiros, que seriam os tripulantes de um segundo helicóptero, abatido no sul do país.No domingo, descrito pelo comando americano como "o dia mais duro para as tropas da coalizão desde o início da guerra", o Pentágono reconheceu que "até dez soldados" tinham sido mortos nos combates pelo controle de Nassíria. Outros 16 estariam desaparecidos e 12, feridos.A parte iraquiana não tem divulgado cifras de soldados mortos em combate. Mas informa que os pesados bombardeios americanos e britânicos deixaram 150 mortos e mais de mil feridos.O general Tommy Franks, do comando central das forças dos EUA, afirma que a coalizão tem "cerca de 3 mil prisioneiros de guerra iraquianos". De acordo com Franks, são soldados das forças iraquianas que se renderam durante o avanço das tropas aliadas na direção de Bagdá.JornalistasAs baixas em cinco dias de guerra incluem ainda dois jornalistas. O cinegrafista australiano Paul Moran foi morto no norte do Iraque em conseqüência da explosão de um carro-bomba, num atentado do grupo fundamentalista islâmico Ansar al-Islam, que Washington acusa de estar ligado à rede terrorista Al-Qaeda. Terry Lloyd, jornalista da emissora britânica ITN, foi morto no fogo cruzado dos combates em Basra. Mais dois repórteres da mesma rede estão desaparecidos.Sírios mortos No domingo, cinco civis de nacionalidade síria morreram e pelo menos dez ficaram feridos depois que o ônibus em que viajavam foi atacado por um míssil ar-terra. As vítimas trabalhavam no território iraquiano. O governo da Síria protestou pela morte de seus cidadãos. Washington e Londres reconheceram o erro e pediram desculpas formais a Damasco.Veja o especial :

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