Ettore Ferrari/Efe
Ettore Ferrari/Efe

Coalizão de Berlusconi sobrevive a voto na Câmara da Itália

Por muito pouco deputado investigado por corrupção e aliado do premiê não perde imunidade

Agência Estado

22 de setembro de 2011 | 14h43

ROMA - A coalizão do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, mais uma vez sobreviveu por pouco a um voto no Parlamento nesta quinta-feira, 22, quando os deputados decidiram não retirar a imunidade de um aliado do premiê investigado por corrupção, Marco Milanese.

 

A Câmara dos Deputados aprovou por 312 votos a manutenção da imunidade de Milanese, que também é deputado. Outros 306 deputados votaram contra. Milanese, em ex-assessor do ministro das Finanças, Giulio Tremonti, foi implicado em um escândalo de corrupção em Nápoles.

 

A votação foi secreta e significou mais um teste para a frágil coalizão de centro-esquerda de Berlusconi. O premiê se disse satisfeito com a votação mas não fez mais comentários. Milanese renunciou ao cargo de assessor de Tremonti em junho, quando a promotoria de Nápoles o acusou de passar informações confidenciais em trocaq de dinheiro e favores. Milanese negou as acusações.

 

Se a imunidade de Milanese caísse, isso seria um sinal de que Berlusconi não possui mais a maioria na Câmara. Além disso, significaria uma queda ainda mais acentuada na credibilidade do ministro das Finanças.

 

O próprio Tremonti, arquiteto do plano de austeridade fiscal de 54 bilhões de euros da Itália, ficou sob suspeitas por ter pago uma soma a Milanese para usar o apartamento do político na capital italiana quando passa suas noites em Roma. Tremonti não é investigado e não foi acusado, e reconheceu publicamente que deveria ter sido mais transparente com os seus problemas pessoais imobiliários. As informações são da Associated Press.

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