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Coalizão de Santos perde maioria e Uribe é eleito no Senado colombiano

Bloco de ex-presidente pode bloquear acordo de paz em nova legislatura do Congresso

O Estado de S. Paulo,

10 de março de 2014 | 11h14

BOGOTÁ - O ex-presidente colombiano Alvaro Uribe e seu partido foram o destaque das eleições legislativas do país, em uma votação que pode dificultar a assinatura de um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Uribe se elegeu senador e seu partido, o Centro Democrático, foi o segundo mais votado na Câmara Alta do Congresso.

A coalizão liderada pelo Partido de La U, do presidente Juan Manuel Santos perdeu a maioria no Senado e deve ficar com 47 cadeiras, de um total de 102. Para ter maioria, Santos terá de atrair para sua aliança o Partido Conservador - que ameaça se unir ao bloco uribista - ou coligar-se com legendas de esquerda e o Partido Verde.

Uma das grandes decepções foi o partido União Patriótica (comunista), nascido em 1985 por um acordo entre o governo e as Farc e que retornava as eleições após duas décadas de ausência e que não conseguiu representação em nenhuma das duas câmaras.

O partido de Uribe ganhou em 12 dos 32 departamentos e nas principais cidades, como Bogotá (20,27%) e Medellín (34,94%), enquanto em Cali venceram os liberais (12,59%).

Na Câmara dos Representantes, a coalizão governamental soma 91 representantes, acima da maioria absoluta, de 84, mas abaixo dos 102 que somavam em 2010.

Paz. A votação foi tranquila,com registro de poucos ataques das Farc. Segundo a Missão de Observação Eleitoral, as Farc explodiram uma bomba contra a polícia no município de Briceño (em Antioquia, noroeste) e incineraram um veículo em uma via do departamento de Meta (no centro do país).

Além disso, a guerrilha atrasou o início das votações em duas seções de Putumayo (sul), e as autoridades desativaram bombas no município de Saravena (Arauca, nordeste) e em Apartadó, na Antioquia. / AP e EFE

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