Coalizão é criticada por palestinos e israelenses

O negociador palestino Saeb Erekat disse hoje acreditar que o Partido Trabalhista israelense servirá de adereço para as políticas de linha-dura do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon. "O que nós ouvimos sobre o governo é que pessoas como Shimon Peres, este no cargo de ministro das Relações Exteriores, serão usadas para relações públicas", afirmou Erekat. Outros políticos da Autoridade Palestina (AP) expressaram que o governo de união nacional, anunciado ontem por Sharon, congelará as negociações de paz e produzirá mais violência contra palestinos. Outra preocupação da AP é sobre a continuidade da expansão das colônias judaicas em terras ocupadas por Israel. Também do lado israelense, os trabalhistas foram criticados por aceitar o governo de união nacional. "O senso público exige a renúncia (do primeiro-ministro em exercício, Ehud Barak)", disse o ministro do Gabinete Haim Ramon, um ex-aliado de Barak que cortou relações com ele antes das eleições. A população israelense, no entanto, parece ter apoiado a união de forças políticas. Uma pesquisa feita pelo Yediot mostra que 84% dos israelenses são a favor de uma coalizão, enquanto que apenas 15% preferem um governo estritamente de direita.

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