Coalizão faz novos ataques aéreos contra Estado Islâmico

Coalizão faz novos ataques aéreos contra Estado Islâmico

Segundo porta-voz americano, o alvo era uma área usada pelos militantes do grupo extremista para movimentar equipamentos pela fronteira com o Iraque

Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2014 | 10h14

Pelo menos 10 ataques aéreos atingiram nesta quarta-feira locais onde integrantes do grupo Estado Islâmico estariam reunidos no leste da Síria, numa cidade próxima a fronteira com o Iraque, informaram ativistas. O porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, afirmou que os Estados Unidos realizaram dois desses ataques.

Segundo ele, o alvo era uma área usada pelos militantes do grupo extremista para movimentar equipamentos pela fronteira com o Iraque. Kirby disse à CNN que os Estados Unidos também atacaram alvos do Estado Islâmico no Iraque, perto da cidade curda de Irbil e da capital, Bagdá.

Os ataques atingiram Boukamal e suas proximidades, afirmou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos. O grupo ativista citou moradores locais dizendo que a intensidade dos ataques foi semelhante à investida contra a região na manhã de terça-feira, realizada pela coalizão liderada pelos Estados Unidos.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos realizou mais de 200 ataques aéreos na terça-feira contra cerca de 12 alvos na Síria, dentre eles vários em Boukamal.

O grupo Estado Islâmico controla um vasto trecho de terra que se estende do Iraque até a Síria. Seus combatentes lutam uma guerra de duas frentes, uma em cada país, enquanto tentam expandir os limites do califado estabelecido pelo grupo e que é regulado por uma rígida interpretação da lei islâmica. A Organização das Nações Unidas (ONU) acusa o grupo de cometer atrocidades nos dois países.

A campanha liderada pelos Estados Unidos contra os extremistas foi recebida com reações mistas pela infinidade de brigadas rebeldes que atuam na Síria, muitas das quais realizam violentos combates contra militantes do Estado Islâmico desde janeiro. Mas o objetivo final dos rebeldes é derrubar o presidente sírio Bashar Assad, enquanto os Estados Unidos estão concentrados em derrotar o Estado Islâmico.

Nesta quarta-feira, a Coalizão Nacional Síria, principal grupo de oposição a Assad que conta com apoio ocidental, criticou os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos por serem limitados ao Estado Islâmico e a outros grupos extremistas, deixando de lado o governo de Assad.

"Nós lamentamos o fato de a comunidade internacional ter apresentado soluções parciais para o conflito sírio, no qual centenas de milhares foram mortos ou detidos pelo regime de Assad", declarou Nasr al-Hariri, secretário-geral da Coalizão Nacional Síria.

Em comunicado, Al-Hariri também disse que qualquer esforço que não tenham como alvo ajudar os sírios a derrubar Assad irá apenas abastecer ainda mais o extremismo. Fonte: Associated Press.

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