Coalizão internacional bombardeia novos pontos do EI

Coalizão internacional bombardeia novos pontos do EI

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, regiões da fronteira entre Síria e Iraque foram atingidas 

O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 09h22

BEIRUTE - As forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos realizaram pelo menos 13 bombardeios aéreos na Síria perto da fronteira com o Iraque nesta quarta-feira, 24, segundo dia de ataque contra militantes do Estado islâmico (EI), que conquistaram território nos dois lados lados da fronteira, informou um grupo que monitora o conflito.

O diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Rami Abdulrahman, disse que os ataques atingiram a cidade fronteiriça de Albu Kamal e áreas vizinhas.

Autoridades americanas afirmaram que os EUA realizaram quatro bombardeios no Iraque, dois em Bagdá e dois perto de Erbil, e uma na Síria, destruindo veículos usados pelos jihadistas, esconderijos de armas e posições do grupo. 

Washington, com aliados árabes, iniciou os bombardeios aéreos contra pontos do EI na Síria na terça-feira. Segundo um porta-voz do Exército americano, aqueles ataques eram "apenas o começo".

Os bombardeios desta quarta tiveram como alvo quartéis e posições dos extremistas. Segundo a agência de notícias oficial síria "Sana", que entrevistou moradores de Albu Kamal, os ataques foram realizados ao amanhecer e atingiram a área industrial da localidade.

A cidade, situada na principal rodovia no vale do rio Eufrates, é uma das mais importantes cidades nos limites entre o Iraque e a Síria, ao longo de uma fronteira que os jihadistas querem eliminar, depois de terem declarado um califado.

A área em torno de Albu Kamal foi o foco de pesado bombardeio das forças lideradas pelos EUA no primeiro dia da campanha aérea no leste da Síria. O Observatório disse que cerca de 22 ataques atingiram a região na terça-feira.

Mais cedo, o Observatório havia dito que aviões procedentes da Turquia bombardearam alvos do EI nas imediações do enclave curdo de Kobani, na província síria de Alepo. O governo turco, no entanto, desmentiu que seu espaço aéreo e as bases americanas em seu território tenham sido usados nos ataques contra o EI.

Segundo a Sana, as aeronaves que realizaram ataques perto de Kobani eram da coalizão internacional, mas não foi informada sua procedência. / AFP, EFE e REUTERS

Mais conteúdo sobre:
Estado IslâmicoEUASíriaIraque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.