Coalizão internacional não fala em armar rebeldes líbios

Potências mundiais concluíram hoje que o coronel Muamar Kadafi deveria deixar o poder na Líbia, mas não discutiram a possibilidade de armas os rebeldes que tentam derrubá-lo. Os ministros das Relações Exteriores de cerca de 40 países, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Liga Árabe chegaram à conclusão durante conferência realizada em Londres.

AE, Agência Estado

29 de março de 2011 | 17h09

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que a intervenção militar na Líbia continuará até que Kadafi cumpra os termos da resolução 1973 do Conselho de Segurança (CS) da ONU, pare de atacar civis e recue suas forças. Hillary também defendeu o estabelecimento de uma "frente unida de pressão política e diplomática" para que Kadafi abandone o poder, depois de 42 anos no comando do país.

Hillary observou, no entanto, que não existe nenhum cronograma e que o líder líbio aparentemente ainda não tomou nenhuma decisão referente ao futuro. Em conversa com jornalistas, ela disse que a comunidade internacional não decidiu ainda se armará os rebeldes, mas que os diplomatas reunidos hoje na capital britânica conversaram sobre o fornecimento de recursos para ajudar a manter as forças de oposição.

A chanceler norte-americana admitiu que a coalizão militar que bombardeia a Líbia há mais de dez dias não dispõe de tantas informações quanto gostaria sobre os rebeldes, em meio ao surgimento de sinais de que integrantes da rede Al-Qaeda e de outros grupos extremistas estariam entre eles. As informações são da Dow Jones.

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