Coalizão italiana ´apóia permanência de Prodi´

Partidos da coalizão de centro-esquerda que governa a Itália chegaram a um acordo para apoiar Romano Prodi a permanecer no cargo de primeiro-ministro, informou seu porta-voz.Prodi renunciou ao cargo de primeiro-ministro na quarta-feira - apenas dez meses depois de assumir o poder -, depois de perder uma votação no Senado a respeito de sua política externa.Na votação do Senado que motivou a renúncia de Prodi, vários parceiros de sua coalizão de centro-esquerda rejeitaram o envio de soldados ao Afeganistão e os planos de expansão de uma base aérea americana na Itália.Segundo o porta-voz, Silvio Sircana, os partidos concordaram com o programa político de 12 pontos de Prodi, que inclui o apoio à presença militar italiana no Afeganistão."Nós todos concordamos com o programa para que possamos continuar a governar", afirmou Sircana, segundo a agência de notícias Reuters.NegociaçõesO acordo foi fechado depois de negociações entre Prodi e líderes dos partidos da coalizão.O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, deverá agora decidir se convida Prodi a formar um novo governo ou se convoca novas eleições antecipadas. As próximas eleições italianas estavam previstas para 2011.Nesta sexta-feira, Napolitano deverá dar prosseguimento às negociações com líderes de todos os partidos políticos para ver se algum deles pode reunir apoio suficiente no Parlamento para formar um governo viável.A vitória apertada sobre o então primeiro-ministro Silvio Berlusconi nas eleições de abril de 2006 deixou Prodi com uma maioria de apenas uma cadeira no Senado.Seu governo foi derrubado por dois senadores comunistas que se rebelaram contra seus próprios partidos na votação-chave de quarta-feira.Política externaA moção rejeitada pelo Senado apresentava as diretrizes da política externa italiana e foi defendida em plenário pelo chanceler, Massimo D?Alema, antes da votação.D?Alema disse que o sim à moção seria uma prova da unidade da coalizão de governo. Ele também disse que todo o gabinete de centro-esquerda de Prodi poderia renunciar se ela fosse rejeitada.A proposta precisava de 160 votos para ser aprovada, mas apenas 158 senadores votaram a favor, e 136 votaram contra. Segundo analistas, o resultado da votação no Senado mostrou a fragilidade do poder de Prodi, poucas semanas depois de dois ministros comunistas e um do Partido Verde terem se afastado do governo por causa de uma votação ministerial sobre o envolvimento italiano no Afeganistão.

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