Coalizão japonesa considera fazer eleições gerais em novembro

Manobra do partido governista pode tentar capitalizar apoio para eleger novo primeiro-ministro do país

Agências internacionais,

04 de setembro de 2008 | 10h13

A coalizão que governa o Japão está considerando fazer uma eleição geral em novembro, semanas depois de seu principal partido escolher um novo líder, informou a agência de notícias Kyodo nesta quinta-feira, 4, sem dizer quais foram suas fontes. Analistas dizem que o Partido Liberal Democrático pode tentar capitalizar um possível crescimento do apoio após a votação interna do partido, no dia 22 de setembro, que escolherá o novo líder. As eleições gerais seriam uma boa maneira de fazer isso.   Na tentativa de pôr fim a um impasse no Parlamento, o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, renunciou no início da semana, terminando de maneira abrupta seu impopular governo, após menos um ano no cargo. Com apenas 29% de aprovação, Fukuda afirmou que estava abrindo o caminho para um sucessor mais popular. Fukuda vinha sofrendo para lidar com um Parlamento dividido, no qual partidos opositores - que controlam a Câmara Alta - mantêm o poder de atrasar ou obstruir o andamento dos trabalhos legislativos. Além disso, seu governo tornou-se ainda mais impopular com a desacelaração econômica pela qual o país vem passando e após a aprovação de um polêmico pacote de assistência médica.   O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, desponta como favorito para ser o próximo ministro do país, mas agora encontra resistência de dois reformistas econômicos. O ministro japonês de Política Econômica e Fiscal, Kaoru Yosano, um defensor declarado da elevação de impostos para ajeitar as contas deficitárias do país, anunciou que participará da disputa.   Aso, partidário do aumento dos investimentos do governo para dar fôlego à economia japonesa, lidera com folga as pesquisas de opinião sobre quem o público deseja que seja o próximo presidente do Partido Liberal Democrata (PLD). Pelo fato de o PLD possuir a maior bancada na câmara baixa do Parlamento japonês, o presidente do partido torna-se automaticamente primeiro-ministro. A expectativa é de que a candidatura do chanceler seja formalizada na próxima segunda-feira.   Mas Taro Aso também enfrenta a resistência de uma geração mais jovem do PLD. O ex-ministro Nobuteru Ishihara, filho do governador de Tóquio, avisou que entrará na disputa se ninguém mais fizer frente a Aso. Yuriko Koike, uma ex-âncora de televisão, também emerge como possível candidata. Ela conta com o apoio de liberais próximos do ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi.  

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