Coalizão na Alemanha não é automática, diz oposição

O oposicionista Partido Social-Democrata (SPD) da Alemanha está aberto a negociações com os partidos conservadores da chanceler Angela Merkel para formação de um governo de coalizão. No entanto, o resultado dessas conversas é incerto, afirmou Sigmar Gabriel, presidente do SPD.

AE, Agência Estado

23 Setembro 2013 | 10h40

"Uma grande coalizão não é uma conclusão dada", disse Gabriel em uma conferência em Berlim. "Nós não tomamos qualquer decisão preliminar", acrescentou.

Os partidos da coalizão de Merkel não conseguiram a maioria absoluta dos votos nas eleições de domingo, ficando com 41,5% deles. A chamada ampla coalizão, que incluiria o SPD, é uma das possibilidades para a formação do novo governo de Merkel.

Segundo Gabriel, a convenção do partido marcada para sexta-feira decidirá se eles entrarão em negociações para a coalizão. Essas negociações podem levar semanas, talvez meses, acrescentou o político.

O partido União Democrata Cristã (CDU) e o União Social Cristã (CSU) estão em busca de um parceiro para formar o novo governo. O SPD obteve 25,7% dos votos, enquanto o Partido Verde ficou com 8,4%. O partido A Esquerda recebeu 8,6% dos votos. Como o SPD descartou uma coalizão com os Verdes e o A Esquerda, Merkel ficou livre para formar um governo.

A segunda opção de Merkel, embora menos provável, seria uma coalizão com os Verdes. Tal aliança seria uma novidade em nível nacional. Os partidos são muito distantes em questões sociais e políticas e os partidários de Merkel já sinalizaram que preferem uma grande coalizão. Fonte: Dow Jones Newswires.

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