Lens Young Homsi/AP
Lens Young Homsi/AP

Coalizão Nacional Síria condena vídeo de rebelde mordendo coração de soldado

Grupo opositor classifica ato de 'crime, independentemente do autor' e diz que pessoa deve ser julgada

AE, Agência Estado

14 de maio de 2013 | 08h26

BEIRUTE - A organização Human Rights Watch e a Coalizão Nacional Síria, grupo opositor ao governo de Bashar Assad, condenaram um vídeo em que um combatente rebelde sírio, aparentemente, corta o coração de um soldado do regime e o morde.

"As agências de notícias internacionais e sites de mídia social têm circulado um vídeo no qual uma pessoa que afirma ser integrante dos rebeldes em Homs realiza um ato horrível e desumano", disse a Coalizão Nacional.

"A Coligação Síria condena veementemente este ato - se isso for confirmado como verdade. A Coalizão salienta que tal ato contraria a moral do povo sírio, assim como os valores e princípios do Exército Sírio Livre."

A organização de ativistas Human Rights Watch disse que o homem retratado no vídeo parecia ser de um grupo rebelde da província de Homs que atirou indiscriminadamente contra aldeias libanesas no início deste ano.

"As forças da oposição precisam agir com firmeza para impedir tais abusos", disse Nadim Houry, vice-diretor da Human Rights Watch para o Oriente Médio. O vídeo mostra um homem identificado como Abu Sakkar, suposto comandante da brigada Omar al-Farouq al-Mustakila, sobre o corpo de um soldado uniformizado.

"Nós juramos por Deus que vamos comer seus corações e fígados, seus soldados de Bashar, o cão", diz ele enquanto corta o coração na filmagem amadora colocada no YouTube. "Nós somos os heróis de Baba Amr", diz ele, referindo-se a um reduto rebelde da cidade central de Homs, que foi arrasada pelas forças do presidente Assad.

O homem então se levanta, empunha sua espada em uma mão e o coração na outra e leva o órgão a sua boca antes de o vídeo terminar abruptamente.

"A Coalizão da Síria reitera a sua condenação de tal ato e salienta que é um crime, independentemente do autor", disse o grupo. "O culpado acabará sendo julgado diante de um tribunal honesto e justo." / DOW JONES

Atenção: o vídeo contém cenas fortes:

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