Coalizão promove nova bateria de ataques na Líbia, diz governo

Capital e base naval próxima foram alvos; autoridades denunciam bombardeio contra civis

estadão.com.br

21 de março de 2011 | 18h42

TRÍPOLI - O governo da Líbia e testemunhas afirmara que a coalizão internacional promoveu novos bombardeios no fim da noite desta segunda-feira, 21, segundo o horário local, contra bases e tropas do ditador Muamar Kadafi. Além da capital, Trípoli, houve bombardeios em outros três locais durante a noite.

 

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Fortes explosões foram ouvida em Trípoli, informou a televisão estatal. Os relatos foram confirmados por correspondentes de veículos da imprensa. Segundo a emissora, tratou-se de novos bombardeios das forças internacionais. Disparos de artilharia antiaérea foram ouvidos logo depois, às 21 horas (16 horas em Brasília). Os alvos estavam na região sul da capital.

 

Pouco tempo depois, um porta-voz do governo, Moussa Ibrahim, afirmou que houve ataques da coalizão na cidade de Sebha, 750 quilômetros ao sul de Trípoli. O aeroporto de Sirte, cidade natal de Kadafi, também foi bombardeado, o que deixou "muitas vítimas", segundo o oficial. A cidade está 600 quilômetros a leste da capital.

 

Antes, outras cidades dominadas por Kadafi haviam sido bombardeadas. "Desde o sábado, a coalizão inimiga lançou ataques aéreos e disparou mísseis contra alvos em Trípoli, Zuwarah, Misrata, Sirte e Sebha, com ênfase especial em aeroportos", disse Ibrahim. Ainda segundo Ibrahim, a coalizão estrangeira também atacou "um pequeno porto pesqueiro" situado 27 quilômetros a oeste de Trípoli.

 

A base de Boussetta, situada a apenas 10 quilômetros de Trípoli, também foi alvo de ataques, de acordo com testemunhas. O local teria sido atacado às 21 horas locais. As fontes afirmaram ter ouvido explosões e ter visto chamas.

 

Uma coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Espanha deu início no sábado, 19, a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de 'quaisquer medidas necessárias' para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi.

 

Com Associated Press e Reuters

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