AFP / AHMAD GHARABLI
AFP / AHMAD GHARABLI

Coalizão retoma ataques contra o Estado Islâmico

Aliança internacional liderada pela aviação americana realizou 14 ataques para atingir 16 alvos de radicais

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2017 | 05h00
Atualizado 08 Abril 2017 | 05h00

Nesta sexta-feira, um dia depois de 59 mísseis Tomahawk-109A, lançados pela Marinha dos EUA, terem feito chover fogo sobre a base aérea síria de Shayrat, despejando em conjunto 24 toneladas de explosivos especiais contra pistas, prédios, centrais de energia, depósitos de combustíveis e ao menos 20 aviões de combate, a luta continuou. A coalizão internacional liderada pela aviação americana, realizou 14 ataques para atingir 16 alvos e posições da infraestrutura do Estado Islâmico em quatro cidades. 

De certa forma, foi um dia calmo. Na quinta-feira, enquanto os destróieres Ross e Porter, disparavam os mísseis pesados rumo ao complexo de onde teriam partido, terça-feira, os helicópteros armados com as cargas químicas que mataram civis na Província de Idlib, aviões da aliança “eliminaram 58 alvos em 24 ações”, na linguagem contida do comando da operação.

As ações desta sexta-feira atingiram depósitos de suprimentos e de água em Abu Kamal e Deir es-Zor. Em Raqqa, quatro unidades do EI do tamanho de um pelotão, cerca de 50 soldados, equipadas com um canhão de 23 mm, foram destruídas. O choque foi maior em Tabqah. Ali, permanece intocada pela guerra civil de seis anos a barragem de Thawra.

É a maior da Síria e responsável pela energia elétrica de quase 40% da rede de distribuição que ainda funciona no arco norte do país. A área estratégica estava fortemente defendida por cerca de 200 homens, abrigados em três posições, com apoio de duas metralhadoras antiaéreas. 

Foram necessárias oito passagens de um número não revelado de jatos pesados A-10 Javali para arrasar a guarnição, utilizando os canhões de 30 mm das aeronaves, bombas inteligentes e foguetes. A jornada ainda atingiu, no Iraque, quatro vilas e a zona norte de Mossul.

Na cidade, seis incursões seguidas tiraram de ação duas fábricas de carros-bomba, dois furgões convertidos em centros móveis de comando, comunicações e controle, um lançador de foguetes de artilharia e um esquadrão com seis morteiros de 81 mm.

Em Washington, os generais do Pentágono avaliaram a ação punitiva de Sharyat como “bem sucedida”, segundo o Departamento de Defesa. Um especialista do Instituto de Estudos da Guerra, de Washington, disse ao Estado que o bombardeio pode ser considerado ensaio do programa de eliminação do Estado Islâmico. 

Na sede da Força Tarefa que realizou o bombardeio da noite de quinta-feira, clima de comemoração. Os mísseis Tomahawk, na versão avançada de ataque ao solo, atingiram todos os alvos. Lançados com curto intervalo entre cada um, desceram sobre o complexo da aeronáutica síria depois de um voo de cruzeiro na faixa de mil quilômetros, a 850 km/h. Não houve perda por dispersão. A doutrina da Chuva de Mísseis, criada há 26 pelo general Collin Powell, na Guerra do Golfo, funcionou muito bem.

 

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