Coalizão tenta resgatar civis capturados no Iraque

Soldados britânicos apoiados por helicópteros militares americanos entraram em confronto com atiradores no sul do Iraque nesta sexta-feira, em uma operação para resgatar quatro civis americanos e um austríaco seqüestrados na noite de quinta-feira próximo à fronteira com o Kuwait. Enquanto as forças de coalizão procuravam pelos funcionários da empresa de segurança privada Cescent em áreas próximas a cidade fronteiriça de Safwan, multiplicavam-se informações desencontradas sobre o destino dos cativos. A morte de um dos homens - possivelmente o austríaco - chegou a ser anunciada. Mas, segundo o comandante de polícia de Basra, Ali al-Moussawi, o seqüestro ainda está em andamento, e as cinco vítimas permanecem nas mãos do que ele definiu como uma gangue de criminosos. O anúncio foi feito horas após o governador da província de Basra ter anunciado a libertação de dois dos cinco reféns. De acordo com Moussawi, o governador se confundiu devido a um outro incidente envolvendo equipes de segurança privada em uma região próxima ao local do seqüestro. O policial disse ainda que os criminosos pediram um resgate - cujo valor não quis especificar. Estima-se que os cinco estão sendo mantidos na região de Safwan, junto com caminhões que formavam o comboio. Algumas horas mais cedo, entretanto, o governador da província de Basra, Mohammed al-Waili, disse que duas das cinco vítimas tinham sido libertadas, e que um dos homens teria sido encontrado morto próximo de Safwan. Ele não falou as nacionalidades dos homens. "A polícia foi capaz de libertar dois dos estrangeiros seqüestrados, e eles estão em boas condições", disse Waili em uma entrevista por telefone. Ele disse acreditar que os homens eram americanos, mas não pôde confirmar suas identidades. Mas, segundo o policial Moussawi, a confusão deve-se a um segundo incidente, ocorrido na mesma região nesta sexta-feira, quando um comboio de uma outra companhia de segurança privada foi parado por policiais e depois atacado por um carro que passou em alta velocidade pelo local. Um dos britânicos que liderava o comboio foi morto, e outro ficou ferido. Mossawi disse que aparentemente o governador não sabia deste segundo incidente, e interpretou que o morto e o ferido faziam parte do grupo dos cinco seqüestrados do dia anterior. Segundo a agência de notícias Associated Press, até o momento permanece impossível confirmar se as informações são verdadeiras. Funcionários americanos no Iraque disseram não ter informações sobre a libertação dos reféns. CNN Apesar das afirmações do comandante da polícia de Basra, a rede de TV CNN cita fontes no Ministério do Interior iraquiano que teriam confirmado a libertação de dois dos quatro civis americanos seqüestrados. Ainda assim, continua a CNN, tanto a Embaixada americana em Bagdá quanto o comando americano no Iraque não quiseram confirmar a informação. A rede destaca também que não se sabe ao certo se os americanos aos quais o ministério se referia estavam entre os seqüestrados. No total, 14 pessoas foram seqüestradas no vilarejo de Safwan, no sul do país, na noite de quinta-feira. Nove delas foram rapidamente libertadas, restando como reféns quatro americanos e um austríaco. Mais cedo, a polícia de Basra havia anunciado que um dos reféns - possivelmente o austríaco - teria sido morto. Os funcionários do grupo privado de segurança Crescent viajavam num comboio de 43 caminhões e 6 veículos blindados, quando foram parados por um grupo armado em um falso posto de informação próximo a Nassíria, cidade vizinha à Basra e a 300 km ao sul de Bagdá. O comboio vinha do Kuwait, onde fica a sede da empresa, e seguia para a base aérea americana de Tallil, a 20 quilômetros de Nassíria. Horas depois do seqüestro, nove motoristas da empresa foram libertados na aldeia de Dewajin, próxima do local do crime. Segundo a empresa, todos eles eram asiáticos, da Índia, Filipinas e do Paquistão.

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