Coca-Cola voltará a Mianmar após 60 anos

Agora, os únicos países em que marca não atuará serão Coreia do Norte e Cuba

EFE,

15 de junho de 2012 | 04h34

SÃO PAULO - A Coca-Cola anunciou que voltará a fazer negócios em Mianmar, após 60 anos de ausência, deixando Cuba e Coreia do Norte como os únicos países do mundo à margem de seu mercado direto.

 

A decisão da multinacional americana acontece depois do levantamento das sanções contra Mianmar anunciado pelo governo dos Estados Unidos em resposta às reformas democráticas empreendidas pelas autoridades do país asiático, no qual a marca americana começou a operar em 1927.

 

"A entrada planejada da Coca-Cola em Mianmar, após a suspensão das sanções, será guiada por nossos padrões de ética corporativa e política de direitos humanos e trabalhistas e contra o pagamento de subornos", afirmou a companhia em comunicado.

 

"A Coca-Cola não opera em Mianmar há mais de 60 anos. Para estabelecer-se, a companhia realizará investimentos significativos entre os próximos três e cinco anos", acrescentou o comunicado.

 

Além disso, a Coca-Cola indicou que a fundação que leva seu nome doará US$ 3 milhões para fomentar o emprego feminino em Mianmar, onde espera começar a vender seus produtos assim que os EUA concederem as licenças, o que qualificou de "iminente".

 

A empresa nunca chegou a vender na Coreia do Norte, enquanto saiu de Cuba nos anos 60 quando o governo de Fidel Castro iniciou o processo de nacionalizações após o triunfo da revolução.

 

Os produtos da Coca-Cola que existem nesses países são introduzidos por companhias independentes ou por outras vias.

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