Brennan Linsley/AP
Brennan Linsley/AP

Colégio Eleitoral define presidente dos EUA no dia 17 de dezembro

Fase é formalidade, mas disputa apertada entre Romney e Obama pode aumentar pressão sobre delegados

O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2012 | 02h04

WASHINGTON - A eleição nos EUA não termina na terça-feira, 6, dia em que boa parte dos eleitores que deseja votar vai às urnas. Seja quem for o vencedor, ainda há uma etapa a cumprir. No dia 17 de dezembro, os 538 delegados se reunirão nas capitais estaduais para votar para presidente e vice-presidente - normalmente, eles escrevem o nome do candidato em um papel em branco. Essa fase sempre foi uma formalidade, mas se a disputa for apertada, a pressão sobre esses delegados aumentará.

 

No passado, há casos de delegados que se recusaram a votar no vencedor em seu Estado - são chamados de "eleitores infiéis" - e outros que cometeram algum tipo de erro no preenchimento do voto, o que seria desastroso em uma eleição tão acirrada. Outra possibilidade mais caótica seria um empate no Colégio Eleitoral (269 a 269). Nesse caso, a decisão seria tomada pela Câmara dos Deputados, que toma posse em 6 de janeiro - cada bancada estadual tem direito a um voto. Como os republicanos têm maioria, Mitt Romney seria eleito.

 

O problema é que, segundo a Constituição, o vice é eleito pelo Senado, de maioria democrata, o que abre a possibilidade de um governo Romney-Biden. O mais desastroso desse cenário, no entanto, é que a indefinição se arrastaria por dois meses, com efeitos avassaladores sobre diversas áreas, das bolsas de valores aos preços do petróleo.

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