Colégios eleitorais fecham na Venezuela; eleitores votam em massa

De acordo com conselho eleitoral, participação foi muito alta e ainda há filas nos distritos para votar

estadão.com.br,

26 de setembro de 2010 | 19h47

Eleitores fazem fila para votar em Caracas. Foto: Lázaro de Cárdenas/Efe

CARACAS - As eleições legislativas na Venezuela tiveram um alto comparecimento, informou neste domingo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). As urnas foram fechadas às 19h30 (horário de Brasília), mas distritos que ainda tiverem filas permanecerão abertos. 

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De acordo com a vice-presidente do CNE, Sandra Oblitas, todas as denúncias de irregularidades reportadas ao órgão foram resolvidas e não houve incidentes violentos. O balanço geral, segundo ela, é positiva.

"O processo eleitoral transcorreu com alegria, tranquilidade, calma, paz e uma participação muito alta", disse.

Ao votar no começo da tarde, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse à imprensa que números preliminares calculavam a participação em cerca de 70%.

Tanto líderes políticos como autoridades eleitorais e observadores sublinharam desde a primeira hora do dia a alta afluência de eleitores aos colégios eleitorais.

Cerca de 17,5 milhões de venezuelanos estiveram aptos a votar nessas eleições. Eles elegerão os novos 165 deputados da Assembleia Nacional. Nas últimas eleições, os antichavistas boicotaram a votação, o que deu ao presidente o controle do Legislativo.

Mudança nas regras

Com a economia e a segurança pública em crise, e unificados sob o partido Mesa da Unidade Democrática, os antichavistas esperam fazer um bom número no Parlamento para impedir que o presidente siga com maioria no Legislativo.

Em janeiro, no entanto, o Conselho Nacional Eleitoral aprovou uma redistribuição de distritos eleitorais que pode favorecer o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), fundado pelo presidente.

Para manter sua base de apoio, o chavismo manipulou o desenho dos distritos de modo que lhe favoreça - ainda que, globalmente, receba um número menor de votos. Distritos dominados pelo governo foram divididos.

Ao mesmo tempo, circunscrições onde a oposição tinha pequena vantagem foram unificadas com regiões vizinhas chavistas. E distritos com maioria de votos opositores foram realinhados para reduzir o número de eleitos - numa região que elegeria dois opositores, apenas um vencerá. A justificativa para as mudanças é aproximar o eleitor de seu domicílio eleitoral.

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Com Efe e Reuters

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