AP Photo/Gustavo Garello
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Argentinos começam a definir presidente, com peronista como favorito

Caso nenhum dos candidatos consiga reunir ao menos 45% dos votos válidos, será realizado um segundo turno no dia 24 de novembro

Rodrigo Cavalheiro, enviado especial, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2019 | 09h17
Atualizado 27 de outubro de 2019 | 20h56

BUENOS AIRES - Os argentinos começaram na manhã deste domingo, 27, a definir quem governará o país pelos próximos quatro anos. O favorito é o peronista Alberto Fernández, em uma chapa na qual a ex-presidente Cristina Kirchner é candidata a vice. Mauricio Macri tenta a reeleição, mas precisa reverter uma desvantagem de 16 pontos porcentuais registrada nas primárias de agosto, que funcionaram como um simulado para a votação. 

 

Macri tenta levar a decisão para um segundo turno no dia 24 de novembro, mas para isso necessitaria aumentar a participação do eleitorado em relação à votação de agosto. Nesta tentativa de mobilizar seus apoiadores, percorreu 30 cidades em um mês e reuniu multidões em cidades como Córdoba. Uma estratégia de sua campanha é levar às urnas os idosos, faixa etária em que reúne mais apoio - na Argentina, o voto é opcional para os maiores de 70 anos.

Em Buenos Aires, a votação começou sob garoa, às 8h. A chuva não impediu que Alberto Fernández repetisse o hábito de levar seu cachorro collie Dylan para passear em um parque do bairro de Puerto Madero, onde vive. Entre dezenas de jornalistas, o advogado de 60 anos ajudou o animal a se exercitar jogando uma bola de tênis no gramado.

Cerca de 100 mil agentes públicos de segurança, entre homens do Exército e da polícia, estão nas ruas, para garantir a tranquilidade nas 14.546 escolas de todo o país, que recebem as 100.185 mesas de votação, até às 18h. 

Estão habilitados a votar 33,8 milhões de argentinos. Além do presidente, eles escolherão 130 dos 257 deputados e 24 dos 72 senadores. 

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