Cólera no Zimbábue continua fora de controle, diz ONU

Epidemia no país africano aproxima-se dos 3 mil mortos e mais de 50 mil casos contabilizados

Efe e Reuters,

23 de janeiro de 2009 | 15h28

As agências da ONU e as entidades humanitárias denunciaram nesta sexta-feira, 23, que a epidemia de cólera no Zimbábue continua sem controle. "A epidemia continua crescendo, é a pior dos últimos anos, e o aspecto negativo é que estamos diante do pior cenário, o dos 3.000 mortos e 50.000 casos contabilizados", afirmou o médico Tammam Aloudat, responsável pelas campanhas urgentes de saúde da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do crescente Vermelho. Segundo as informações dadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 21 de janeiro, já foram registrados 48.623 casos da doença e 2.755 mortes. "Os mais paradoxal é que o cólera é uma doença que pode ser controlada, por isto não se deveria ter chegado a esta situação", lamentou Alouat. A doença, que causa diarréia severa e desidratação, disseminou-se por todas as 10 províncias do Zimbábue em razão do colapso dos sistemas de saúde e de saneamento básico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 89% dos 62 distritos do país foram afetados.  O governo do Zimbábue advertiu que a epidemia poderia se agravar na época das chuvas, cujo auge ocorre em janeiro ou fevereiro e acaba no fim de março. As enchentes, que em geral atingem as áreas mais baixas do país, são capazes de aumentar a disseminação da doença.  A cólera também se espalhou para vizinhos do Zimbábue, com ao menos 13 mortes e 1.419 casos registrados na África do Sul. Botsuana, Moçambique e Zâmbia também registraram casos da doença.

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