Zakaria Abdellkafi/AFP
Zakaria Abdellkafi/AFP

'Coletes amarelos' voltam a se mobilizar na França após anúncios de Macron

Pacote de medidas apresentado pelo presidente francês nesta semana não foi suficiente para demover manifestantes

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2019 | 13h33

PARIS - Os "coletes amarelos" foram neste sábado, 27, às ruas pelo 24º fim de semana consecutivo para manifestar rejeição à política do presidente da França, Emmanuel Macron, e muito em particular aos seus anúncios da última quinta-feira.

Em Paris, a principal manifestação da qual participaram os "coletes amarelos" tinha sido convocada pelo sindicato Confederação Geral do Trabalho (CGT), com o apoio dos partidos mais alinhados à esquerda, começando pelo França Insubmissa (LFI) e o Partido Comunista Francês (PCF).

Milhares de pessoas, uma parte delas com coletes vermelhos da CGT, marcharam de maneira pacífica entre as estações de metrô Montparnasse e Praça da Itália.

As autoridades tinham proibido na capital as concentrações na Avenida Champs-Élysées e no entorno da Catedral de Notre Dame.

Outro grupo de "coletes amarelos" organizou um percurso por sedes de alguns dos grandes veículos de imprensa para se queixar do que chamam de "um tratamento parcial" do seu movimento.

Em Estrasburgo houve outra convocação para uma manifestação "nacional e internacional" que não tinha sido declarada oficialmente e começou no centro da cidade no início da tarde. A manifestação reuniu centenas. Pascal Harter, um aposentado de 58 anos, considerou que não há "nada de concreto" nos anúncios de Macron.

Duas horas depois, houve alguns enfrentamentos com as forças da ordem quando os participantes tentaram entrar no distrito das instituições europeias, nas quais os protestos foram proibidos de forma preventiva.

Na última quinta-feira, Macron apresentou um segundo pacote de medidas destinadas a conter a crise dos "coletes amarelos" - o primeiro foi anunciado no início de dezembro -, no qual consta um rebaixamento do imposto sobre a renda para a classe média e o progressivo restabelecimento da indexação das pensões à inflação. / EFE e AFP 

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