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Colisão entre trens na Itália deixa 27 mortos e 50 feridos

Acidente entre duas composições na mesma via ocorreu na região de Bari; muitas pessoas estão em estado grave

O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2016 | 08h42
Atualizado 12 de julho de 2016 | 20h46

ROMA - Dois trens de passageiros colidiram ontem em Bari, na Itália, e pelo menos 27 pessoas morreram, segundo a agência italiana Ansa. Outras 50 pessoas ficaram feridas, muitas em estado grave, segundo números provisórios do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu em uma área de campo de olivas entre Andria e Corato. A polícia disse que o trabalho de resgate ainda não tinha terminado o número de mortos pode aumentar. 

Bombeiros, ambulâncias, policiais e a Cruz Vermelha foram rapidamente para o local da tragédia para resgatar os sobreviventes. Entre eles estava um menino de 6 anos que tinha ficado preso entre os ferros retorcidos. Ele foi levado de helicóptero para o hospital.

Testemunhas relataram cenas de pânico e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, encerrou rapidamente uma visita que fazia a Milão ir ao local da colisão e monitorar a situação. “Esse é um momento de tristeza”, afirmou Renzi, acrescentando que é preciso apurar a causa do acidente antes de culpar alguém. Uma comissão foi criada para apurar o acidente.

Cada um dos trens possuía quatro vagões e a colisão foi frontal numa área onde há apenas um trilho. Imagens divulgadas pelas TVs locais mostraram os dois primeiros vagões totalmente destruídos.

“É um desastre, como se tivesse caído um avião”, comentou o prefeito do município de Corato, Massimo Mazzilli, em sua página do Facebook. A tragédia causou comoção na Itália. O papa Francisco disse, em um comunicado, que rezará pelas vítimas e seus parentes e pela rápida recuperação dos feridos. 

A polícia nacional e o Carabinieri (polícia italiana) não deram detalhes sobre a extensão da colisão. A linha Bari Norte, onde ocorreu o acidente, é administrada pela empresa privada Ferrotramviaria. Ela conecta Bari com cidades do norte da Itália e ao aeroporto e recebe mais de 200 composições por dia. A linha é muito usada por estudantes, famílias e trabalhadores.

Em entrevista com a TV estatal, o diretor geral da Ferrotramviaria, Massimo Nitti, explicou que as causas do acidente estão sendo investigadas, mas “está claro que um dos trens não deveria estar ali” ao mesmo tempo que o outro. /AP e REUTERS

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