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AP Photo/Waleed Saddique
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Colisão entre trens deixa ao menos 34 mortos no Paquistão

Segundo a polícia local, dois veículos se chocaram após um deles descarrilhar; feridos em estado crítico foram levados para hospitais da região

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2021 | 02h13
Atualizado 07 de junho de 2021 | 05h04

MULTÃ — Pelo menos 34 passageiros morreram após colisão entre dois trens no sul do Paquistão na manhã desta segunda-feira (horário local, madrugada em Brasília), 7, segundo autoridades policiais. Horas após o acidente, entre 15 e 20 pessoas continuavam presas nas ferragens do trem Millat Express, e equipes de resgate trabalhavam para retirá-las do local. 

O chefe de polícia do distrito de Ghotki, Umar Tufail, disse à Associated Press que o serviço de emergência está tentando levar máquinas pesadas ao local do acidente para auxiliar nas buscas. Os oficiais também contam com a ajuda de voluntários. De acordo com redes de televisão paquistanesas, as máquinas ainda não haviam chegado ao local cerca de quatro horas após o acidente.

“O local é distante e por isso enfrentamos alguns problemas com as tarefas de resgate”, explicou o porta-voz da companhia ferroviária, que especificou que pelo menos seis vagões foram destruídos na colisão. Os trens estão em um local remoto da província, em um trecho que cruza áreas de cultivo.

A colisão ocorreu entre os trens Millat Express e Sir Syed Express, ambos operados pela Pakistan Railways. Eles se chocaram após o primeiro descarrilhar, perder o controle nos trilhos e ser atingido pelo segundo. A causa para o descarrilhamento ainda é desconhecida. 

Imagens de televisão mostraram ambulâncias transportando feridos para hospitais da região, alguns em estado crítico. Funcionários da Pakistan Railways disseram que não podiam comentar o assunto, pois estavam tentando lidar com a emergência. Malik Aslam, um morador de Ghotki, disse à emissora Geo News que viu cerca de 100 pessoas feridas e contou pelo menos 30 corpos durante os esforços de resgate.

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, disse que ficou "chocado" e prometeu uma investigação completa. "Estou solicitando uma extensa investigação sobre as falhas na segurança ferroviária", disse ele em sua conta no Twitter.

Acidentes ferroviários são comuns no Paquistão, onde sucessivos governos deram pouca importância à melhoria do sistema de sinalização - que é mal conservado - e aos trilhos antigos. O mais grave ocorreu em 1990, quando um trem de passageiros lotado colidiu com outro de carga, que estava parado, matando 210 pessoas. /AP e AFP

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