Colômbia: Ação militar contra as Farc deixa 13 mortos

Treze guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram em uma ação do exército no noroeste do país, informou nesta segunda-feira o Comando Geral das Forças Militares da Colômbia.

AE, Agência Estado

20 de janeiro de 2014 | 16h29

A ação ocorreu na madrugada de domingo na zona rural do município de Puerto Rondón, no departamento de Arauca, cerca de 380 quilômetros ao noroeste de Bogotá, informaram os militares em um comunicado à imprensa.

O comunicado oficial diz que primeiro houve um bombardeio e que, posteriormente, iniciou a intervenção das tropas em terra. Um guerrilheiro foi capturado.

Inicialmente as autoridades militares reportaram 11 guerrilheiros mortos. Mais tarde, no município de Tame, Arauca, a 390 quilômetros da capital colombiana, o exército informou que foram 13 rebeldes mortos.

"A operação, realizada por unidades do Exército Nacional e da Força Aérea, se iniciou na madrugada de domingo na aldeia de Las Nubes do município de Puerto Rondón, quando os integrantes do bloqueio oriental das Farc se concentravam em um acampamento com o propósito de avançar uma ação terrorista", informou o comunicado à imprensa.

Além disso, a nota diz que os insurgentes mortos pertenciam à coluna móvel "Alfonso Castellanos" das Farc.

Segundo as Forças Militares, essa coluna rebelde e seu líder, conhecido como "Franklin", são responsáveis por ações "terroristas" contra a população civil, a infraestrutura econômica de Arauca e a Força Pública, "sendo a mais demencial o assassinato de 14 soldados da Décima Oitava Brigada em 24 de agosto do ano passado, no Silio Flor Amarillo do município de Tame".

O informe oficial agregou que nas três primeiras semanas de 2014 foram mortos 18 integrantes das Farc e do também rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN). No mesmo período, 40 guerrilheiros foram capturados e outros 66, desmobilizados.

Desde o fim de 2012, o governo do presidente Juan Manuel Santos e os rebeldes das Farc negociam em Cuba um processo de paz para colocar fim a meio século de guerra.

Na semana passada, porém, a guerrilha informou que não iria renovar um cessar-fogo unilateral com o qual se comprometeu no fim do ano passado por causa da agressividade das recentes ações militares colombianas contra os rebeldes. Fonte: Associated Press.

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