Colômbia afirma que não discutirá plano de Caracas

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, reuniu-se ontem com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, e disse que o plano da Venezuela é estimular uma "negociação política" entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o novo governo de Bogotá.

Mas o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, rejeitou ontem discutir o plano de paz que a Venezuela pretende apresentar na reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) amanhã em Quito e indicou que negociar com as Farc está fora de questão. Segundo o chanceler Jaime Bermúdez, a iniciativa não é uma solução de fundo para o problema pelo qual a Venezuela rompeu relações com a Colômbia.

"O verdadeiro plano de paz passa pela não-intervenção nos assuntos internos de qualquer país, passa por não haver nenhum lugar no mundo onde as Farc ou qualquer grupo criminoso possam estar", afirmou o chanceler.

Caracas, por sua vez, informou ontem que não examinará nenhuma das evidências que Bogotá diz ter sobre a presença de líderes guerrilheiros no território venezuelano.

Horas antes em Buenos Aires, Maduro, afirmou que é necessária "uma profunda retificação" por parte do futuro governo colombiano das "políticas de agressão permanente" contra seu país.

"Acreditamos que há sinais ideológicos distintos entre os que dirigem e vão dirigir a Colômbia e o projeto político bolivariano do presidente Hugo Chávez, mas é possível coexistir pacificamente", afirmou Maduro após se reunir com a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o marido dela, Néstor Kirchner, atual secretário-geral da Unasul. O novo governo colombiano assume dia 7.

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