Colômbia anuncia morte de número dois das Farc em operação na selva

Presidente Santos diz que 'o maior símbolo do terror na Colômbia foi derrubado'

estadão.com.br

23 de setembro de 2010 | 10h29

 

BOGOTÁ - O governo da Colômbia anunciou nesta quinta-feira, 23, a morte deVíctor Julio Suárez Rojas, conhecido como Mono Jojoy, número dois na escala de comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e chefe militar da guerrilha. O guerrilheiro foi morto na operação 'Boas-vindas' do Exército, executada no departamento de Meta, no sudoeste do país. Outros 20 homens suspeitos de pertencerem à guerrilha também foram mortos.

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Segundo o presidente Juan Manuel Santos, a morte do guerrilheiro é o golpe mais duro já sofrido pelas Farc em toda a sua história. "O símbolo máximo do terror na Colômbia foi derrubado", disse o presidente, que está em Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A operação foi a primeira de Santos como presidente. Ao assumir o mandato em agosto, Santos rejeitou uma proposta do líder das Farc, Alfonso Cano, de retomar o diálogo, e prometeu manter a ofensiva contra a guerrilha.

Mono Jojoy, cujo nome real era Víctor Julio Suárez Rojas, estava vinculado às Farc desde 1975. Ele ingressou na guerrilha como combatente e cresceu hierarquicamente, chegando ao Secretariado Geral. Ele nasceu em 1953 na cidade de Cabrera, no departamento de Cundinamarca.

Além de chefe militar da guerrilha, Jojoy era líder da "linha dura" da organização. Seu irmão, German Briceño, conhecido como Grannobles, também pertence à guerrilha, mas opera no nordeste do país.

O governo oferecia uma recompensa milionária pela captura de Jojoy, que era acusado de terrorismo e narcotráfico. Ele enfrentava diversos mandatos de apreensão e um pedido de extradição.

 

Jojoy é o terceiro líder das Farc morto desde a implementação da estratégia de segurança democrática do ex-presidente Alvaro Uribe, da qual Santos foi ministro da Defesa. Em março de 2008, o responsável pelas rexteriores da guerrilha foi morto em um bombardeio no Equador. Meses mais tarde, o líder histórico das Farc, Manuel Marulanda, morreu de causas naturais.

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