HO / Venezuelan Presidency / AFP
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Colômbia confirma que não assinou documento do Grupo de Lima rejeitando ação militar na Venezuela

Onze países assinaram a declaração, entre eles o Brasil; chancelaria colombiana ainda não justificou a decisão

O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2018 | 15h33

BOGOTÁ - O governo colombiano confirmou neste domingo, 16, que não assinou a declaração de 11 países que integram o Grupo de Lima rejeitando qualquer ação que "implique uma intervenção militar ou o exercício da violência, a ameaça ou o uso da força na Venezuela". Dos 14 países que integram o grupo, 11 - entre eles o Brasil - assinaram o documento divulgado no sábado 15.

Segundo o jornal colombiano El Tiempo, fontes da chancelaria confirmaram que o governo não assinou o documento, mas não justificaram a decisão. Além da Colômbia, Canadá e Guiana também não assinaram a declaração. 

O comunicado do Grupo de Lima foi divulgado um dia depois da visita do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, à Cúcuta, cidade colombiana na fronteira com a Venezuela que sofre com o êxodo de venezuelanos em direção ao país vizinho. Durante a visita, Almagro afirmou que "com respeito a uma intervenção militar para derrubar Nicolás Maduro, não devemos descartar nenhuma opção."  Apesar de ser um duro crítico do regime de Nicolás Maduro, Almagro não havia até então avançado para a hipótese militar.

Os onze países do Grupo de Lima reafirmaram seu "compromisso de contribuir para a restauração da democracia na Venezuela e para superar a grave crise política, econômica, social e humanitária que esse país atravessa, por meio de uma saída pacífica e negociada". Os governos pediram ainda que Caracas encerre as "violações dos direitos humanos, liberte os presos políticos, respeite a autonomia dos poderes do Estado e assuma a responsabilidade pela grave crise que a Venezuela vive".

O Grupo de Lima foi criado em 2017 para discutir de forma articulada a crise venezuelana. Assinam a nota: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. / AFP 

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