Colômbia dá US$ 850 mil a delatores de ''''Acácio''''

Membros das Farc, decepcionados com o grupo, teriam indicado localização de líder rebelde

Efe, AFP e AP , Bogotá, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2005 | 00h00

O governo colombiano disse ter pago ontem mesmo a recompensa de US$ 850 mil àqueles que ajudaram a localizar no fim de semana o esconderijo de um dos principais comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Tomás Medina Caracas, conhecido como Negro Acácio. A informação foi divulgada pelo ministro de Defesa, Juan Manuel Santos. Segundo ele, os delatores seriam membros das Farc decepcionados com a guerrilha. Negro Acácio era responsável pelo tráfico de drogas, hoje a principal fonte de financiamento das Farc (que também se financiam com seqüestros e extorsões). De acordo com fontes oficiais, ele foi morto durante um ataque aéreo contra seu acampamento, no qual também teriam morrido outros 16 guerrilheiros.Apesar de o corpo de Negro Acácio não ter sido encontrado, Santos disse que os serviços de inteligência colombianos interceptaram entre segunda-feira e ontem pelo menos três comunicações nas quais os rebeldes confirmam sua morte. Segundo o ministro, em uma das mensagens os rebeldes diziam que "o chefe" os havia deixado. Em outra, o guerrilheiro conhecido como Cepillo (Escova) diz que está levando consigo os corpos de Negro Acácio e outros dois companheiros.Os corpos teriam desaparecido durante o intervalo de 6 horas entre o bombardeio e a chegada das tropas colombianas ao acampamento. "Estamos absolutamente certos de que o homem conhecido como Negro Acácio está morto", declarou o ministro para as emissoras Caracol e RCN. "Não há cadáver porque, da mesma forma que aconteceu com o guerrilheiro conhecido como J. J., para eles seria uma humilhação mostrar o corpo (de Negro Acácio)." LULA Numa conversa telefônica de cerca de 40 minutos com Hugo Chávez na noite de segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu apoio à iniciativa do líder venezuelano de servir de mediador para um acordo humanitário entre as Farc e o governo colombiano. Chávez tem procurado colaborar nas negociações a respeito de 45 reféns políticos que a guerrilha se diz disposta a trocar por 500 rebeldes presos. Segundo o Ministério das Comunicações do Brasil, Lula ofereceu a Chávez "colaboração política e diplomática" para que ele possa levar adiante essa iniciativa, qualificada pelo presidente brasileiro como "estratégica". Os dois presidentes vão se reunir no dia 20 em Manaus para discutir temas comerciais e o projeto de um gasoduto.

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