Schneyder Mendoza/AFP
Schneyder Mendoza/AFP

Colômbia denuncia incursão de 30 militares venezuelanos em seu território

Soldados foram identificados por moradores como membros das Forças Armadas Bolivarianas, informou Ministério das Relações Exteriores colombiano

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2019 | 18h09

O governo colombiano condenou nesta quarta-feira, 8, a incursão de supostos soldados venezuelanos no nordeste de seu território, em uma zona fronteiriça conturbada entre os dois países. Após a denúncia, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou alerta máximo na fronteira com a Colômbia.

Os militares venezuelanos, cerca de 30, atravessaram 200 metros na tarde de terça-feira,7, na localidade de San Faustino, pertencente ao município colombiano de Cúcuta, informou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

"Os uniformizados foram identificados pelos moradores como pertencentes às Forças Armadas Bolivarianas, a serviço do regime de (Nicolás) Maduro, e permaneceram por cerca de 20 minutos" na Colômbia, acrescentou.

Os venezuelanos deixaram a área quando notaram a chegada de um helicóptero com membros do Exército  colombiano, "que foram enviados para atender as chamadas da comunidade denunciando atos de intimidação".

"As Forças Militares da Colômbia estão prontas para defender a integridade territorial, mantendo sempre a devida cautela diante dessas incitações claras e repetidas que só pretendem provocar uma resposta para fazer a Colômbia parecer um país agressor", disse o boletim.

Os protestos de Bogotá sobre as incursões de tropas venezuelanas em seu território são recorrentes.

A Colômbia é um dos mais de 50 países que reconhece o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Considerado um “ditador” pelo governo de Iván Duque,  Maduro rompeu relações com a Colômbia em fevereiro, embora os laços estivessem congelados desde meados de 2017.

Na última terça-feira, fontes oficiais colombianas informaram que pelo menos uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas em tiroteio na passagem ilegal de La Isla, localizada perto da Ponte Internacional Francisco de Paula Santander, que liga Cúcuta à cidade venezuelana de Ureña.

O fato foi detalhado aos veículos de imprensa pelo comandante da polícia de Cúcuta, coronel José Luis Palomino López. Ele afirmou que, segundo testemunhas, o ocorrido foi motivado por confrontos entre o grupo criminoso "La Línea" e chavistas armados conhecidos como "coletivos".

Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira de 2.200 quilômetros, ao longo da qual operam grupos armados e contrabandistas./AFP e EFE

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