Colômbia denuncia mais membros do IRA no país

As Forças Armadas da Colômbia afirmaram que outros dois supostos membros do Exército Republicano Irlandês (IRA) estiveram na zona desmilitarizada concedida à principal guerrilha do país, além dos três detidos em agosto. Os irlandeses são acusados de dar treinamento em explosivos aos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Detectamos uma presença maior de elementos do IRA na zona de distensão", disse o comandante do Exército, general Jorge Enrique Mora. O oficial afirmou que os dois homens, com passaportes em nome de John Francis Johnson e James Edward Walker, entraram no país em 10 de abril e saíram em direção à Venezuela duas semanas antes da detenção dos outros três supostos membros do IRA, em 13 de agosto passado. Os irlandeses haviam chegado à Colômbia com David Bracken - um dos detidos pelo Exército por acusações de terrorismo que, segundo Mora, continuam presos na capital Bogotá. As Farc, às quais o governo do presidente Andrés Pastrana concedeu uma área quase equivalente ao tamanho da Suíça como cenário para a realização das conversações de paz, foram acusadas de cometerem abusos contra os direitos humanos na zona e de utilizarem a área para fortalecimento militar, como o treinamento com explosivos que teria sido o objetivo dos irlandeses. O comandante do Exército disse que as Farc têm ligações com o terrorismo internacional e que esta seria a prova destes vínculos. O grupo guerrilheiro se encontra na lista das organizações terroristas do mundo feita pelo Departamento de Estado dos EUA.

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