EFE/MAURICIO DUEÑAS CASTAÑEDA
EFE/MAURICIO DUEÑAS CASTAÑEDA

Colômbia descarta acabar com Força Pública após acordo de paz com Farc

Ministro da Defesa afirmou que cessar-fogo bilateral exige uma atuação ainda maior da instituição para manter a paz e enfrentar as ameaças de outros grupos armados

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2016 | 08h51

BOGOTÁ - A Colômbia descarta "dissolver" sua Força Pública após selar o acordo de paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que busca acabar com um conflito armado de 52 anos, declarou na terça-feira o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas.

"Não cometerá a Colômbia o erro que se cometeu, por exemplo, na América Central, de pensar que ao se firmar acordos de paz tudo está resolvido", afirmou o ministro em um debate sobre o orçamento de 2017 no Congresso.

O governo do presidente Juan Manuel Santos e as Farc chegaram na semana passada a um acordo de paz e decretaram um cessar-fogo bilateral e definitivo, que entrou em vigor na segunda-feira.

"Esta paz exige as Forças Armadas mais poderosas de nossa história para podermos enfrentar dois desafios: a manutenção de uma paz estável e duradoura como foi negociado, e as ameaças que persistem", declarou Villegas, em referência aos demais grupos armados ilegais que operam no país.

O ministro confirmou ainda que o confronto armado com as Farc foi reduzido em 98% após o "avanço das negociações de paz". "As pessoas realmente estão levando a sério o cessar-fogo e o fim das hostilidades. Estamos voltando aos territórios proibidos e há tranquilidade no tráfego noturno".

O orçamento nacional para 2017 estipula 28,7 trilhões de pesos (US$ 9,75 bilhões) para o setor de Defesa, soma superior aos 28,1 trilhões (US$ 9,5 bilhões) destinados em 2016. / AFP

Veja abaixo: Colombianos festejam acordo de paz

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