Gabinete de Imigração da Colômbia / AFP
Gabinete de Imigração da Colômbia / AFP

Colômbia determina expulsão de policial venezuelana que desertou para fazer espionagem

Autoridades informaram que agente foi identificada tentando conseguir informações na Ponte Tienditas; mulher será proibida de entrar na Colômbia pelos próximos 10 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2019 | 01h46

CÚCUTA - As autoridades migratórias colombianas informaram que uma policial venezuelana que se faz passar por desertora para fazer trabalhos de espionagem se entregou e será expulsa do país nesta sexta-feira, 1. A mulher, de 28 anos, também foi proibida de entrar na Colômbia pelos próximos 10 anos.

O diretor de Migração colombiano, Christian Krüger, afirmou que a espiã foi identificada na ponte Tienditas quando tentava “subtrair informações” sobre os procedimentos do país para receber a população que está chegando da Venezuela. Esta ponte é a mesma onde estão armazenadas toneladas de ajuda humanitária barradas pelo regime de Nicolás Maduro.

"Temos filtros de controle para constatar que estas pessoas vêm com boas intenções, vêm fazer o bem ao nosso país, não vêm fazer espionagem, fazer atividades que possam pôr em risco nossa segurança", disse Krüger.

De acordo com as autoridades, as intenções da policial venezuelana foram constatadas em “uma série de inconsistências” apresentadas por ela em seu depoimento.

"Ao contrastar as declarações da mulher, de 28 anos de idade, com outras fontes, se pôde evidenciar que seu interesse era muito diferente do que manifestava e que, pelo contrário, representava um risco para a segurança nacional e a de seus concidadãos", disse a Migração colombiana.

Segundo números do órgão, 567 militares venezuelanos desertaram desde o último dia 23 de fevereiro, quando uma coalizão internacional tentou ingressar sem sucesso alimentos e remédios para atenuar a crise nesse país.

Desertores no Brasil

Na noite da última terça-feira, 26, o Exército Brasileiro informou que mais cinco militares desertaram da Guarda Nacional Bolivariana e solicitaram refúgio no Brasil.

No total, já são 12 os praças que deixaram a força armada do regime de Nicolás Maduro desde que o presidente da Venezuela ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil, em Pacaraima. \ EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.