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Colômbia deve resgatar sargento refém das Farc nesta terça-feira

Há 12 anos preso, Moncayo é o militar que está há mais tempo sob custódia dos guerrilheiros

Agência Estado e Associated Press

29 de março de 2010 | 14h37

BOGOTÁ - Membros de uma comissão humanitária viajaram nesta segunda-feira, 29, a uma localidade no sul da Colômbia para resgatar em algum um ponto da selva, o sargento Pablo Emílio Moncayo, há 12 anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

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A família dele demonstra bastante ansiedade com o fim do sequestro, que deve ocorrer na terça-feira, após um longo período de separação. A mãe do militar, María Stella de Moncayo, disse estar com as emoções "à flor da pele". Ressaltando que é difícil acreditar ainda no fim do sequestro, ela qualificou o momento como "um sonho lindíssimo". "Amanhã vou ver meu filho", disse.

María Stella contou que pretende ficar alguns dias em Bogotá, onde o sargento deve passar por exames médicos no Hospital Militar, e depois seguir para o local onde residem, Sandoná, no departamento (Estado) de Nariño. "Vamos para nossa terra. Ele não conhece a casa que construímos nesses 12 anos", revela a mãe de Moncayo.

A comissão humanitária é integrada pela senadora Piedad Córdoba, delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e o monsenhor Leonardo Gómez, da Igreja Católica. Eles devem partir para o resgate de Florencia, capital do departamento de Caquetá, 380 quilômetros a sudoeste de Bogotá.

A senadora disse que ela e outros membros da comissão partirão na terça, pela manhã, de Florencia, em um helicóptero militar do Brasil. Eles devem resgatar Moncayo, capturado pelas Farc em 21 de dezembro de 1997. Pelo menos outros 20 militares colombianos estão em poder das Farc.

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