Colômbia divulga ofensiva contra paramilitares

O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, apresentou ontem para a opinião pública a maior operação do governo contra os paramilitares direitistas, com a detenção de 70 pessoas acusadas de participação no massacre de 42 camponeses."Estamos reiterando o compromisso do governo de dar combate a todas as organizações que estão à margem da lei, o que fazemos por convicção e não por imposição internacional", disse Pastrana, em discurso no porto de Buenaventura, 627 quilômetros a sudoeste de Bogotá. O pronunciamento de Pastrana foi feito durante uma cerimônia de reconhecimento ao esforço das forças militares anti-insurgentes, que prosseguiam na terça-feira em sua ofensiva no sudeste do país contra paramilitares ultradireitistas que formam parte dos esquadrões da morte. O mandatário recebeu das Forças Armadas um relatório sobre a Operação Dignidade, durante a qual foram detidos 70 supostos membros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).Os detidos - acusados de participação no massacre de 42 camponeses perpetrado em 12 de abril passado na região do Alto Naya, no departamento (estado) de Cauca - foram exibidos para a imprensa usando trajes esportivos e cobrindo os rostos com suas camisas, para evitarem ser reconhecidos.Pastrana também criticou os países industrializados, altos consumidores de cocaína, ao dizer que cada vez que uma pessoa usa drogsa num país rico "morre uma pessoa" na Colômbia.

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