REUTERS/Jaime Saldarriaga
REUTERS/Jaime Saldarriaga

Colômbia diz que há cada vez mais venezuelanos atuando no ELN

Ministros da defesa dos dois países devem discutir segurança na fronteira em reunião nos próximos dias

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 13h20

BOGOTÁ - O governo colombiano afirmou na noite da quinta-feira, 15, que tem aumentado o número de venezuelanos envolvidos em ataques da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) na Colômbia. O ministro da Defesa Luis Carlos Villegas anunciou uma reunião com seu colega venezuelano, Vladimir Padrino, para cuidar do tema, em meio ao endurecimento das regras migratórias colombianas, que já recebeu 550 mil imigrantes venezuelanos nos últimos meses.

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De acordo com Villegas, venezuelanos ligados ao ELN estão envolvidos em assasinatos e roubos. “Eu disse ao general Padrino da nossa preocupação com a participação de cidadãos venezuelanos com o crime comum e o crime organizado”, disse o ministro. 

Nos últimos meses, centenas de milhares de venezuelanos fugindo da severa crise econômica que atinge o país tem emigrado principalmente para a Colômbia e o Brasil. Outros países da região, como Chile, Peru e Equador também têm recebido os refugiados. 

O ministro colombiano afirmou que um ataque do ELN no fim de janeiro, no qual seis policiais morreram e 40 ficaram feridos foi organizado na Venezuela. No fim de semana, dois venezuelanos militantes do ELN morreram em um ataque frustrado a uma delegacia no leste da Colômbia.

O presidente Juan Manuel Santos pediu na quarta-feira ajuda internacional para receber os venezuelanos que fogem na crise. No segundo semestre do ano passado, o fluxo migratório na região aumentou 62%. O governo brasileiro também anunciou medidas

Ainda ontem, em Caracas, Maduro elogiou a decisão de Santos de reforçar a fronteira e orientou Padrino a se reunir com as autoridades venezuelanas. Segundo ele, do lado venezuelano a fronteira está reforçada. 

Após o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o ELN é a última guerrilha em ação no país. Um processo de paz começou com intermediação do governo do Equador, mas ainda não alcançou resultados práticos e as conversas foram suspensas no começo do ano, após uma série de ataques da guerrilha, que tem 1,5 mil homens e atua desde a década de 60. / EFE e REUTERS 

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