Colômbia diz que nem sempre consultará famílias de raptados

O governo da Colômbia disse neste sábado, 6, que nem sempre consultará as famílias dos seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sobre planos de resgate, um dia depois de um ex-ministro que esteve seis anos em cativeiro ter ganho a liberdade.O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, declarou a emissoras locais que cada caso em particular será analisado antes de se tentar resgates militares de pessoas seqüestradas pelas Farc."O governo continuará com as operações em todo o país com a mesma insistência e tenacidade, para que, tomara que dentro de muito em breve, não haja um só seqüestrado", disse o ministro à Radio Caracol.Santos explicou, no entanto, que "cada operação tem suas circunstâncias, sua análise própria". "Não vamos dizer que repetiremos esta ação com todos os seqüestrados, mas operações dessa natureza dependem das circunstâncias", acrescentou.Na sexta-feira, o ex-ministro Fernando Araújo, seqüestrado em dezembro de 2000, recuperou a liberdade após passar cinco dias fugindo numa região de selva do departamento de Bolívar (noroeste).Araújo era um dos 59 políticos, soldados e policiais cativos que as Farc querem trocar por 500 guerrilheiros presos.O ministro Santos disse que a família de Araújo foi consultada e autorizou o resgate, embora o ex-ministro tenha conseguido fugir dos seqüestradores em meio à confusão causada pela operação militar.Horas antes, os parentes de vários reféns tinham se declarado contrários aos resgates, por considerar que estes poriam em risco a vida dos seqüestrados.

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